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O prefácio de O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA

Os leitores de O CÓDIGO DA INTELIGÊNCIA no Brasil não tiveram acesso ao prefácio da edição portuguesa (Editora Pergaminho). Nesta, o novo livro de Augusto Cury, teve como prefácio um texto de Nelson Lima, neuropsicólogo e presidente do Instituto da Inteligência, redigido expressamente por convite directo do autor, seu amigo de longa data. A pedido de muitos desses leitores aqui reproduzimos o referido documento:
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"Conheci Augusto Cury numa das suas primeiras visitas a Portugal. Nessa época ele ainda não era o autor famoso em que se tornou depois de um árduo mas também criativo percurso ao longo do qual produziu livros que entraram meritoriamente para as listas de best sellers, com traduções em dezenas de países.
Mais do que escritor, porém, Augusto Cury é um pensador e um investigador científico. Toda a sua obra, aliás, reflecte isso mesmo. E não só. Retrata também aquilo que faz dele uma pessoa invulgar: é dotado de uma extraordinária inteligência a que se aliam virtudes tão importantes como a generosidade, a sensibilidade, o pensamento humanista, a reflexão filosófica e um conhecimento profundo do ser humano e dos mistérios da psique.
Trabalhando eu na área da neuropsicologia da inteligência desde há muitos anos sinto-me particularmente feliz por apresentar ao leitor esta nova obra de Augusto Cury, aquela que, em minha modesta opinião, estava a faltar no seu curriculum.
Acredito que este seu novo livro – O Código da Inteligência – vai marcar muito positivamente a sua já extensa carreira de cientista e psiquiatra. Trata-se de um trabalho que retoma com uma excepcional habilidade um tema que esteve sempre no centro dos seus interesses: a inteligência humana.
Embora este livro surja naturalmente na continuação da sua bem sucedida actividade como autor e divulgador penso que ele recupera, amplia e enriquece, de forma magistral, o trabalho que produziu inicialmente em Inteligência Multifocal (1998).
Com aquele livro, Cury surpreendeu a comunidade científica com uma inovadora teoria sobre o funcionamento da mente. Nele descreveu fenómenos como o fluxo vital da energia psíquica e a ansiedade vital e processos complexos como a construção dos pensamentos, a âncora da memória e outras actividades que têm lugar nos diferentes níveis da mente humana. O modelo de psique multifocal que produziu está mais actual do que nunca e conhecerá, seguramente, novos avanços que consolidarão a sua teoria inicial.
Posso garantir, porém, que, em O Código da Inteligência, Cury passa para a prática o que antes se limitara, embora ampla e profundamente, a expor. Agora estamos perante um autêntico manual de sugestões utilíssimas destinadas a quem aspire a conquistar uma consciência existencial mais autêntica e a alargar os horizontes da sua psique.
Como seria de esperar, ao longo desta obra, o autor elege a nossa própria capacidade de pensar como o factor-chave para efectuarmos um processo de mudança que nos permita explorar todas as nossas possibilidades visando uma personalidade mais autónoma e inteligente.
O tema central incide pois sobre o bom uso da inteligência mais do que o estudo da sua estrutura e funcionalidade. Ora, para que tenhamos acesso à sua prática efectiva, nada melhor do que descobrirmos as chaves, ou seja, os códigos da inteligência.
A generalidade dos peritos define a inteligência humana como uma capacidade geral para raciocinar, solucionar problemas, pensar no abstracto, compreender ideias, organizar reacções e aprender. Mais: a inteligência autoriza-nos a registar e gerir informação, a criar e desenvolver conhecimentos e a inventar possibilidades – elementos, afinal, determinantes da civilização e do progresso.
Para que tudo isto seja concretizável, a inteligência socorre-se da percepção, da atenção, da memória, do pensamento criativo, do autocontrolo, da adaptação social e até da motivação para a tomada de boas decisões. Assim, a prática da inteligência resulta da aplicação de uma série de recursos não apenas intelectuais mas também emocionais, sentimentais, volitivos e sociais.
Podemos assim perceber que a inteligência deve ser entendida não tanto como uma estrutura cognitiva abstracta e independente, possível de ser isolada em laboratório para um melhor estudo, mas mais como uma expressão de comportamento e, por conseguinte, uma manifestação da personalidade.
É aqui que O Código da Inteligência nos surpreende com a revelação de um conjunto de ideias-força muito úteis sobre o melhor uso que poderemos fazer dos nossos recursos íntimos onde se inclui a fabulosa, mas tantas vezes desprezada, capacidade de aprender. Acredito que, por muito informado e ilustre que seja o leitor, vai aqui descobrir e reter na memória muitas ideias brilhantes em que Augusto Cury tem vindo a trabalhar desde há muito tempo e que fizeram dele um perito de vanguarda.
Ler este livro é também encetar uma viagem fascinante pelas diferentes paisagens da nossa psique onde se incluem os intrigantes bastidores da mente e as grandes forças emocionais que tanto influenciam os nossos comportamentos no dia-a-dia, sejam nas actividades de pura rotina sejam nas situações mais críticas e desafiadoras dos nossos limites.
Numa linguagem simples mas cientificamente rigorosa e com o recurso a exemplos e casos da vida real, Cury, além de provocar generosamente a nossa capacidade de reflexão, permite-nos assim expandir não apenas a consciência sobre nós mesmos como sobre o mundo extra-psíquico que nos influencia e sobre o qual somos igualmente capazes de agir.
Finalmente, em O Código da Inteligência, são sugeridos numerosos exercícios práticos e de fácil execução para o treino, estimulação e musculação de diferentes habilidades que podem facilitar os leitores a superarem-se e até mesmo maravilharem-se com as muitas possibilidades de uma utilização simultaneamente mais racional, mais criadora e mais encantadora da inteligência".

Nelson Lima (autor de O CÓDIGO DAS EMOÇÕES, a lançar em Fevereiro de 2009).