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A inteligência multifocal na psicoterapia

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É em 1998 que Augusto Cury, após a vivência de uma crise existencial provocada por descriminações intelectuais de que foi alvo e por suas próprias dúvidas existenciais e filosóficas, expõe ao mundo a sua original Teoria da Inteligência Multifocal (TIM).
Nessa ocasião, Cury já experimentava o sucesso. Fora consultor científico de um dos importantes jornais da América Latina, escrevia, exercia com êxito a sua profissão de psiquiatra e o seu status socioprofissional crescia. Foi no auge dessa etapa da sua carreira que decidiu regressar à reflexão existencial e à pesquisa mergulhando num projecto que o apaixonava: a produção de uma teoria multifocal do conhecimento.
"Naquela época, eu estava no centro da cidade de São Paulo. Resolvi ir para o interior do Estado e, como sempre tive uma forte ligação com a natureza, desejei morar num ambiente tranquilo, arejado e livre. Fui morar literalmente no centro de uma mata." - confessa, Cury, no livro Inteligência Multifocal. Foi aí que se envolveu num trabalho de grande fôlego sobre a psique humana que culminaria na TIM e se expandiria pelas suas obras seguintes.
Ele acreditava que o ser humano - que perdeu muita da liberdade (autêntica) de reflectir e decidir à medida que a sociedade do consumo (com suas modas, exigências, modelos de vida, submissões, etc) tomou conta de todos nós - deveria exercer a capacidade de pensar e assumir-se como engenheiro das suas próprias ideias, afastando-se da tentação de copiar os outros, ceder às modas e às rotinas estupidificantes e ser apenas um aprendiz passivo e acrítico.
Na psicoterapia essa questão é muito pertinente. Os princípios subjacentes à teoria multifocal da inteligência objectivam levar "os pacientes a não serem apenas pessoas que precisam resolver suas doenças psíquicas, mas pensadores, capazes de expandir suas potencialidades psicossociais".
Assim,
o processo psicoterapêutico deve ajudar
o paciente a crescer como pessoa capaz de repensar
e reciclar a regidez intelectual, "analisando
multifocalmente as origens das suas
angústias e das suas reacções insociáveis".
Reunindo, entre outros, princípios da Psicologia e da Filosofia no mesmo corpo teórico, o objectivo terapêutico deve transcender a intenção da cura e ajudar o paciente a tornar-se num pensador, num "poeta existencial", "alguém capaz de expandir tanto a arte de pensar como a arte de contemplação do Belo".
O psicoterapeuta, de acordo com Cury, deve, por isso, desafiar a inteligência e estimular a consciência do paciente transformando o processo da cura num autêntico debate de ideias, criando um clima intelectual que estimule a desenvolver a arte da dúvida e da crítica contra os seus próprios paradigmas intelectuais, a capacidade de trabalhar dores, perdas e frustações e a aprender a colocar-se no lugar dos outros.
Neste tipo de processo psicoterapêutico
o paciente retoma a sua capacidade de pensar e de crescer.
Ele é ajudado a desenvolver a auto-crítica, a visão crítica do mundo que o rodeia, a resgatar a liderança do Eu, a questionar a interpretação do psicoterapeuta, suas técnicas e procedimentos, a transformar a sua energia emocional e a reorganizar os pensamentos sobre os seus próprios males, perdas e frustações.
O psicoterapeuta reconduz o paciente à liberdade original para que o seu Eu cresça e se revigore definitivamente, criando as suas defesas psíquicas e tornando-se engenheiro das suas próprias ideias e saberes.