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Compreender a Inteligência Multifocal


O livro Inteligência Multifocal (1998), de Augusto Cury, é um dos mais brilhantes trabalhos teóricos sobre o funcionamento da mente humana. O autor faz uma abordagem inovadora e por vezes complexa ao ponto de alguns cientistas cognitivos e outros terem revelado algum cepticismo quanto à sua credibilidade.

De facto, Cury desenvolve conceitos novos tais como o complexo do autofluxo ou a teoria multifocal do conhecimento que desbravam formas diferentes de interpretar os complexos processos da mente e da cognição. Nem todos os que leram a obra perceberam que a Inteligência Multifocal nasceu de uma união entre a Psicologia e a Filosofia que o autor tão genialmente fez. Aliás, conforme ele afirma, "a Filosofia amplia os horizontes da Psicologia".

Cury pesquisa a mente humana numa perspectiva psicossociofilosófica e não meramente cognitiva ou neuropsicológica. É, não obstante, uma abordagem tão importante e útil como estas. Não há contrariedade mas complementaridade. Naquela lógica, então, metade dos autores que estudem a mente humana numa perspectiva semelhante correm o risco de serem considerados menos "científicos" ou menos exactos.

Ao contrário de ser redutora, a teoria da Inteligência Multifocal amplifica o conhecimento sobre os mecanismos da mente. É isso que Cury diz precisamente e se explica: "(...) descobri que a previsibilidade, a linearidade e a lógica das leis fisico-químicas do cérebro não explicam um conjunto de processos e fenómenos que participam na construção das cadeias de pensamentos e da transformação da energia psíquica.