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Sofrer inutilmente?

Psicologia, Instituto da Inteligência, 2008
"Quem não aprende a proteger a sua emoção e a governar os pensamentos tem chances reduzidas de ser feliz, tranquilo e sábio" - escreveu Augusto Cury no livro Revolucione Sua Qualidade de Vida (2002).
"Emoção" e "pensamentos", refere o autor. Durante muitos anos estudaram-se estas duas grandes realidades da psique humana como se fossem disciplinas estanques e não estivessem interligadas no nosso cérebro, dependendo uma da outra. Dividiam-se as pessoas em "racionais-lógicas" e "emocionais-sentimentais". Dizia-se que as primeiras faziam maior uso do hemisfério esquerdo do cérebro. E que as outras eram mais dominadas pela actividade do hemisfério direito. Esta discriminação não faz hoje sentido mesmo que saibamos haver pessoas cujo comportamento nos pareça mais emotivo do que outras que se mostram mais "frias", mais conduzidas pela racionalidade e o auto-controlo das emoções. São diferenças de personalidade.
Quando Cury nos diz que revolucionemos a nossa qualidade de vida ele está a pedir-nos que saibamos ser serenos e para termos coragem para reconhecer os nossos erros e fracassos, sem medo, sem perda de auto-estima.
Num dado momento do livro ele escreve uma coisa que muito me emocionou e que é isto: "infelizmente a maioria das pessoas sofre inutilmente". Por que sofrem "inutilmente"? Inutilmente parece, aqui, uma palavra cruel. Mas está bem aplicada.
As pessoas deixam que as suas emoções as controlem facilmente. Buscam tanto a felicidade que não a encontram e sofrem com isso. Andam desiludidas, estressadas, perturbadas. E a culpa não é só do mundo que está difícil e exigente. Viver foi sempre uma aventura e, como nos diz Cury, "os problemas nunca vão desaparecer, mesmo na mais bela existência". Então, diz ele, devemos mudar de atitude: os problemas existem para serem resolvidos, e não para perturbar-nos! Fácil? Não. Difícil.
Temos então de aprender a extrair lições da nossa vida, dos próprios problemas para que sejamos superiores a eles. Mesmo quando são muito grandes e violentos.