Bem-vindo ao blogue do meu PROGRAMA EVOLUÇÃO E MUDANÇA

SIGA-ME NO FACEBOOK

Conheça também o meu face "Mais Saúde e Longevidade"

O problema cérebro-mente

Este é um dos temas mais controversos da actualidade e nele reside um dos muitos mistérios que a inteligência científica tenta desvendar. Qual a relação entre o cérebro e a mente? O que é o cérebro? O que é a mente?
Augusto Cury dedicou muitos anos da sua vida na pesquisa da mente. Elaborou mesmo uma teoria que apresentou em seu livro Inteligência Multifocal (1998). Ele escreveu que "apesar do conhecimento sobre a natureza da energia psíquica ser a tese das teses na Ciência, por referir-se à essência intrínseca que nos constituem como seres que pensam e sentem" ela, a Ciência, "foi omissa e tímida em pesquisá-la". Abandonou o estudo da mente aos Filósofos e gerou um caos teórico na Psiquiatria, na Psicologia e nas demais ciências psicossociais.
A grande questão - ainda não resolvida - é o seguinte: "o que ocorre com a energia psíquica no pré-pensamento, ou seja, milésimos de segundos antes de transformarem em ideias, pensamentos? - pergunta Cury.
O autor defende que precisamos de teorias multifocais capazes de explicar os processos de construção dos pensamentos, a formação da consciência, o funcionamento psicodinâmico e histórico-existencial da mente humana.
Depois de muitas dúvidas, hipóteses e contradições, "tenho a impressão - confessa - de que a produção de teóricos na Psicologia se contraiu a partir das últimas décadas do século XX". E, assim, "as questões fundamentais da psique humana permanecem abertas, irresolúveis".
Por outro lado, o divórcio da Psiquiatria e da Psicologia clínica com a Filosofia impediu a expansão de ideias. Elas tornaram-se excessivamente clínicas, psicopatológicas, mas, não obstante, pobres na produção de "vacinas psicossocioeducacionais eficientes contra as doenças psíquicas, psicossomáticas e psicossociais". Actuam na dor, mas não como expandir o prazer.
Ao longo do século XX, a psicologia teve grandes teóricos e investigadores. Mas quem mais se desenvolveu foi a Neurociência que se debruça mais sobre o cérebro, as suas estruturas e o seu funcionamento.
Felizmente que, nos últimos anos, o estudo dos processos cerebrais tem vindo a dar mais atenção ao estudo da mente. E porquê? Porque há processos mentais que parecem estar para além de qualquer fisiologia (estrutura) do cérebro. Mas os cientistas continuam divididos porque ainda não apareceu uma explicação convincente sobre como surge e funciona a nossa mente. Os reducionistas afirmam que a mente é uma mera produção funcional do cérebro. Os dualistas defendem que a mente e o cérebro são realidades distintas. Entre estes, os mentalistas acreditam que a mente é feita de uma substância espiritual resultante da interacção entre a psique e o cérebro.
As divisões acentuam-se quando se entra no domínio da consciência. Como é que o cérebro forma a consciência? O que acontece todas as manhãs quando nos libertamos do sono e retomamos a consciência do nosso Eu, dos nossos pensamentos e do mundo extra-psíquico?
Estas e outras perguntas, com tantas outras respostas quantas as contestações, vão continuar por mais tempo. Cabe à inteligência e ao conhecimento, através da Ciência, continuar a sua exploração em busca de novas descobertas.